Eliabe Pimentel da Silva entrou em um grupo
Eliabe Pimentel da Silva entrou em um grupo
Eliabe Pimentel da Silva entrou em um grupo
Eliabe Pimentel da Silva talvez participe de um evento
Eliabe Pimentel da Silva deixou um comentário para 'Julio Meirelles Steglich'
Eliabe Pimentel da Silva deixou um comentário para 'Cecília Aparecida Lima'
Eliabe Pimentel da Silva entrou em um grupo
Eliabe Pimentel da Silva entrou em um grupoA arqueologia, como uma ciência que permite resgatar um passado que não é das elites e instrumentaliza melhor para se compreender o conceito de formação social brasileira, oferece essa vantagem. No meu artigo, publicado aqui, trato das pessoas livres e não de escravos. Mas os mesmos mecanismos que destrutiram as sociedades africanas, portanto de pessoas livres, foram aplicados aqui e continuam sendo impostos através do agro-negócio.
Boa sorte e conta comigo!
2º) A interdisciplinaridade tem sido desde o início da arqueologia, uma das principais características dessa ciência. Se a cultura material é o objeto da arqueologia, como pode as outras ciências trabalhar com algo que não é cultura material? Deveria se imaginar arqueologia sem essas ciências para se ter uma idéia do que é má qualificação; 3º) Evidencia-se uma queda na qualidade da qualificação profissional dos arqueólogos. Mas isso se deve muito mais a expansão da arqueologia de contrato, quando aliena trabalho. Tem-se evidenciado, nos congressos e seminários da área, críticas crescentes nesse sentido. Do que adianta ter PhD em arqueologia se você está reduzido a um setor inserido no sistema de divisão de trabalho? A comparação dos relatórios arqueológicos com o currículo dos seus autores não tem permitido a constatação de uma relação direta entre titulação e qualidade de trabalho arqueológico; 4º) A leitura que o documento faz da realidade norte-americana e britânica, no que diz respeito à relação formação-qualificação-mercado de trabalho, está muito imprecisa. Aliás, é necessário fazer uma avaliação crítica dessa tendência na arqueologia brasileira de se importar modelos, a qual só é possível através das outras ciências.
Em suma, no meu ver a proposta do projeto Lei 912 não está defasada, muito embora há a necessidade de se regulamentar a profissão de arqueólogo com base num instrumento mais preciso. Mas atribuir a culpa da queda de qualificação do profissional de arqueologia aos colegas de outras áreas e/ou juniors, que tomaram a iniciativa frente a um patrimônio cujo potencial é ainda incomensurável? Acho que a questão chave ainda é: quais foram os reais fatores que levaram a mudança na proposta de regulamentação da profissão do arqueólogo, do projeto lei 912 à atual apresentada pela SAB?
Ola!
Ainda não tive acesso ao documento e agradeço ter me avisado. Na minha opinião, qualquer espaço de debate coletivo é sempre muito positivo e a mobilização dos graduandos e graduados em arqueologia tem sido o principal agente positivo no processo de reconhecimento da nossa categoria. É preciso lembrar que possuir consciência em si e para si é um dos fatores mais importantes na construção de uma sociedade melhor, contra quem tende a defender privilégios e priorizar a alienação do trabalho. Prometo te retornar um comentário.
Um abraço!
OK!
Antes de tudo, eu gostaria que tu tomasses isso que eu escrevi como uma opinião pessoal a partir de uma experiencia de vida de que teve que trabalhar e estudar para chegar onde estou agora. Aliás, existe publicações interessantes de autores sobre o assunto: Noam Chomsky e Milton Santos, por exemplo. Existe canais interessantes com debates interessantes como esse: Al Jazeera e Democracy Now por exemplo. Lembre-se que arqueologia ainda é a ciência que estuda a cultura material. Os arqueólogos brasileiros é que ficam alienando trabalho com base em importação de modelos e reduzindo o seu conceito a fragmentos que estão enterrados num contexto estratigrafico. A academia é ainda o principal espaço de discussões e debates em arqueologia. Nisso ela possui muito de positivo enquanto seu papel histórico inerente a sua própria contradição na formação social brasileira. No entanto, como entende o Prof. Noam Chomsky, existe uma diferença entre ser acadêmico e estar na academia. Assim como essa tendência a concentração dos estudos arqueológicos in campo também esta inerente a uma contradição: é o principal espaço de alienação de trabalho mas também o espaço mais próximo da realidade social daqueles que estão fora da academia. A questão é: O QUE FAZER NESSES ESPAÇOS? Como entendia o saudoso Prof. Milton Santos, a academia brasileira é uma ilha. Assim, aproveite oportunidades de questionar os doutores.
Um abraço!
Novamente!
Em suma, na minha opinião, essa alienação ao qual fez parte da minha formação não foi um caso isolado, mas sim um fenômeno generalizado de alienação de trabalho que tem caracterizado os últimos 20 anos de pesquisas arqueológicas e que não teve origem na arqueologia de contrato. A academia brasileira criou essa alienação que produz uma ideologia dominante de ser arqueologia o trabalho de campo seguido de análise em laboratório amparado por um instrumental teórico importado.
Portanto, se tu quiseres sugestões desse anti-acadêmico que te escreve agora, nunca perca a oportunidade de QUESTIONAR o que dizem e escrevem. Essa tem sido a melhor forma, pelo menos para eu, de se fazer ciência e compreender a realidade material.
De volta!
Eu também comecei na arqueologia pré-histórica. Isso foi em 1990 sob a orientação do Dr. Klaus Hilbert (PUCRS), embora eu fosse aluno do Dr. Arno Kern na UFRGS. Dali passei do laboratório estudando lítico ao trabalho de campo na Amazônia estudando cerâmica. Tive meus anos de arqueologia acadêmica até ser orientado pelo DR. José BRochado (1998-2000), quem rompeu com a fase alienada com base em manuais e nos ensinou realmente a investigar, fazer ciência, ingressar num estágio superior de consciência - consciencia da realidade material. O Dr. Brochado é um perfeito peripatético anti-acadêmico. Agora estou no IPHAN/MA que me tem proporcionado a oportunidade de ver a realidade material através da sociedade civil, o que me diverte muito. Não pretendo retornar à academia, até porque acho que os arqueólogos brasileiros tem enfrentado obstáculos cada vez maiores pelo fato de serem acadêmicos. As contradições da arqueologia de contrato são, antes de tudo, culpa da academia brasileira.
Como sempre digo: minha vida profissional tem sido marcada por três etapas; as expedições na Amazônia, as orientações do DR. Brochado e a gestão da superintendente IPHAN/MA Kátia Bogéa.
Oi!
Não sei se já sabes, mas está para acontecer uma audência no MP/SP sobre a regulamentação da profissão do arqueólogo. Você pode encontrar os documentos referidos no site da SAB (www.sabnet.com.br). Seria interessante para ti acompanhares o que tem acontecido extra-academicamente. Ou, caso prefiras, te despachou por email.
Um abraço!
Não sei o que aconteceu com o meu email, pois só recebi seu interesse de contato agora.
Parabéns pela sua conquista, pois a arqueologia é um novo nível de conciência. Pena que Marx só testemunhou o seu início. Quais são as tuas perspectivas na área?
© 2012 Criado por Diogo Costa.


