Propõe-se a discutir uma arqueologia social das ruínas, sua consolidação e não-restauração, bem como seu uso social, adotando-se os caminhos de uma educação patrimonial, bem como do turismo responsável.
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Última Atividade: 21 Mar
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Lançamento das Actas
Seminário Internacional de Arquitectura e Arqueologia: Interpretar a Ruína- contribuições entre campos disciplinares
8 de Março de 2012, pelas 18h30 no Auditório Fernando Távora
Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto
**Com esse lançamento observamos que essa preocupação da Arqueologia em parceria com a Arquitetura da ruínas é uma preocupação mais geral.

Hellen Patrícia Sena, também sou professora do curso de Museologia da UFS e ministro aulas de Patrimônio em ruínas no Mestrado em Arqueologia daqui também. Creio que durante muito tempo a questão da "musealização in situ" se dedicou aos grandes monumentos internacionais (Coliseu, Forum romano, castelos portugueses ou espanhóis, etc.), mas hoje com os estudos da Arqueologia Urbana de Najjar e da Arqueologia da Arquitetura de Zarankin abrem-se novos olhares e pesquisas. As edificações urbanas comuns passam a ser objetos de interesse dos modos de vida, das relações sociais e as ruínas apontam para os modos dos indivíduos perceberem a si mesmos. É sem dúvida um campo em expansão e onde a Museologia pode atuar vigorosamente!

Antonio Tarcido M. Fernandes, não creio que a sociedade seja neutra em relação ao patrimônio. Na verdade, quando informados e com possibilidade de participarem inclusive das decisões sobre este, a população se torna sujeito e não um elemento passivo. Há muitas iniciativas no Brasil e no exterior que tem demonstrado isso. Ações culturais, projetos de educação patrimonial, formação de agentes em bens culturais, inclusão da sociedade civil em comitês participativos de conservação do patrimônio local. Iniciativa é tudo! A universidade e as escolas, assim como as associações de moradores têm tanta responsabilidade quanto os governos, inclusive em cobrar destes a devolução dos impostos em incentivos e investimentos no patrimônio!

Simone Steigleder, penso que depois de várias restaurações realizadas pelo país de forma arbitrária como pastiche e plástica de um "novo colorido", a questão da conservação e consolidação se faz cada vez mais presente na contemporaneidade. Valorizar as marcas do passado, no entanto promovendo a segurança dos transeuntes e desenvolvendo ações patrimoniais na área têm sido um recurso bem eficaz para disseminar a consciência do patrimônio, do passado e da cultura entre crianças, jovens e adultos.
Comentado por HELLEN PATRICIA SENA on 9 dezembro 2011 at 21:23 Faço o curso de Museologia na UFPA e na disciplina Musealização do Patrimônio vimos que a arqueologia social das ruínas está cada vez mais presente pelo Brasil à fora. A nossa professora dessa mesma disciplina, atua com um projeto de musealização das ruínas de uma igreja fundada por uma ordem jesuíta, em Joanes na Ilha do Marajó, juntamente com uma arqueóloga.
Fica evidente muitas vezes desvalorização por parte de muitas políticas empregadas, quando falamos em resgatar a nossa história. Gostei também da iniciativa da criação de fórum em torno do assunto, valeu.
Ola Janaina
Essa discussão me interessa demais!!!! Pela minha formação ( conservadora/restauradora) e pelas novas tendências mundiais da área em que a questão reside em conservar mais do que restaurar, por vários motivos. Parabéns pela iniciativa !
© 2012 Criado por Diogo Costa.



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