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Palavra-Chave: Notícias, entrevistas, reportagens

Link Respondido por Márcia Jamille em 28 janeiro 2010 no 13:33 


| JC e-mail 4180, de 18 de Janeiro de 2011. | ||||||||
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| Alemanha não devolverá busto de Nefertiti | |
| Egito havia solicitado devolução da estátua da rainha, descoberta por arqueólogo alemão Uma fundação alemã negou o pedido do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito para que devolva o busto da rainha egípcia Nefertiti, que atrai cerca de um milhão de visitantes anuais para o Museu Neues, em Berlim.
A escultura de 3,4 mil anos, conhecida pelos seus olhos amendoados e longo pescoço, é um dos vários tesouros que Zahi Hawass, presidente do conselho, quer ver de volta a seu país, de onde, alega, foram retirados ilegalmente.
Em um comunicado, o presidente da Fundação para a Herança Cultural da Prússia, Hermann Parzinger, reafirmou que sua política quanto à devolução não mudou e que o busto da rainha "é e continua sendo um embaixador do Egito em Berlim".
O busto de Nefertiti foi descoberto pelo arqueólogo alemão Ludwig Borchardt em 1912 num sítio a 275 quilômetros ao sul do Cairo elevado para a Alemanha no ano seguinte.
Segundo Hawass, documentos apresentados pelo Museu Neues confirmam que Borchardt diminuiu a importância histórica do achado para conseguir levá-lo para a Alemanha. O museu, por sua vez, diz que a peça foi obtida legalmente e que o Egito não tem bases legais para exigir sua devolução. A fundação também destacou que o pedido não foi formalmente encaminhado pelo governo egípcio por não ter sido assinado pelo primeiro-ministro Ahmed Nazif.
- Estou fazendo algo em que acredito e que deveria ter sido feito há 100 anos - disse Hawass. - Minha campanha reúne aqueles que foram pilhados contra os saqueadores. Ela serve de inspiração para outras campanhas no mundo todo.
Hawass contou que sua campanha, lançada em 2002, já conseguiu a devolução de cerca de 5 mil artefatos que estavam em museus e coleções privadas no exterior.Além do busto de Nefertiti, ele busca o retorno de obras importantes como a Pedra de Roseta, um bloco de granito cujas inscrições em três línguas ajudaram na compreensão dos hieróglifos do Egito Antigo e hoje está em exposição no Museu Britânico, em Londres. (O Globo, 26/1) |
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| Museu Goeldi recebe doação de peças marajoaras | |
| Duas urnas de 1 metro cada e um artefato em madeira chegaram a Belém (PA) graças à perícia de técnicos da instituição O Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) recebeu doação de peças arqueológicas que estavam em propriedade do Leandro Tocantins Penna, descendente do fundador da instituição de pesquisa, Domingos Soares Ferreira Penna, na Ilha do Marajó. São duas urnas marajoaras com altura de cerca de 1 metro cada, um artefato em madeira semelhante a uma lança, além de 20 fragmentos de cerâmica que ainda serão analisados pela equipe do museu.
Sobrinho bisneto de Ferreira Penna, Leandro Tocantins Penna recebeu a autorização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para doar as peças ao acervo do Museu Goeldi, que se responsabilizou pelo transporte do material. As peças já se estão na reserva técnica da instituição para limpeza, tratamento e catalogação.
Trata-se de um acréscimo de grande valor para a coleção arqueológica do museu, na opinião do especialista, o arqueólogo Fernando Marques. Isso é particularmente verdadeiro, tendo o estado de conservação das peças e seu valor para a cultura e a ciência nacionais. "Além disso, tem o laço emocional pelo vinculo com o fundador da instituição", destaca o arqueólogo.
A curadora das coleções arqueológicas do MPEG, Vera Guapindaia, concorda com o colega e destaca que iniciativas como a de Leandro Penna, isto é, doar peças arqueológicas a institutos de pesquisa, devem ser incentivadas. Uma vez que, se estas peças continuassem em uma coleção privada, não seria possível realizar estudos e partilhar os resultados para o público em geral. A arqueóloga destaca que "as urnas funerárias, por apresentarem decoração elaborada eram destinadas a indivíduos de status elevado entre os marajoaras".
A viagem
As urnas e o artefato de madeira estão em ótimo estado de conservação, sendo inclusive visíveis nas urnas as pinturas e modelagem feitas pelos marajoaras. O trabalho de acondicionamento e transporte das peças foi de responsabilidade da equipe da Reserva Técnica de Arqueologia do Museu Goeldi, que confeccionou embalagens sob medida (ou exclusivas) para itens tão frágeis e de dimensões consideráveis.
Segundo o restaurador da instituição, Raimundo Santos, a maior peça pesa cerca de 70 quilos e foi transportada do Marajó a Belém por uma equipe qualificada de técnicos do Museu Goeldi. "Foram percorridos cerca de 72 quilômetros em 12 horas devido às difíceis condições da estrada, mas nós já somos acostumados a fazer esse tipo de transporte de peças e ocorreu tudo dentro do previsto", diz o restaurador.
O cuidado é extremo e de grande responsabilidade. A missão foi coordenada por Raimundo, mas também participaram do traslado das peças o técnico Fábio Jacob, o motorista Stelio Chaves, além de guia designado pelo doador das peças. "Assim, nós vimos que o trabalho só funcionaria em equipe e cada um foi muito importante nesse transporte, já que a viagem foi bastante longa e difícil", lembra Fábio Jacob. (Agência Museu Goeldi) |
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| JC e-mail 4375, de 31 de Outubro de 2011. | ||||||||
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| Brasileiros descobrem em MG a mais antiga gravura rupestre das Américas | |
| Desenho teria de 9,5 mil a 10,5 mil anos e enfraquece teoria que defende chegada do homem às Américas há 11,2 mil anos. Pesquisadores brasileiros encontraram a gravura rupestre mais antiga das Américas: um baixo-relevo descoberto a apenas 60 quilômetros de Belo Horizonte, em Lagoa Santa. As datações de carbono 14 sugerem que a representação pré-histórica tem de 9,5 mil a 10,5 mil anos.
O desenho apresenta uma misteriosa figura antropomórfica com a cabeça em forma de C, três dígitos nas mãos e pênis ereto. "Provavelmente, era parte de um painel maior, a representação de algo como um culto de fertilidade", propõe Walter Neves, arqueólogo do Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) e um dos principais responsáveis pela descoberta, divulgada na revista PLoS One.
"Também poderia representar uma exaltação à virilidade", aponta Astolfo Araujo, do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP. Ele recorda que, ao calibrar a datação por carbono 14, o achado pode ser ainda mais antigo: de 10,5 mil a 12 mil anos atrás. "Esse dado foi confirmado por outro método de datação: a luminescência."
O arqueólogo Danilo Bernardo, coautor do trabalho, recorda que a gravura foi descoberta em julho de 2009. "Estávamos prestes a cobrir o sítio arqueológico para deixar o local", afirma Bernardo. O grupo realizava as últimas escavações quando surgiu a figura. "Só conseguimos datar porque trabalhamos de forma metódica, recolhendo todos os carvões (fonte de carbono 14) das fogueiras pré-históricas do sítio", recorda o pesquisador.
Neves e Araujo sublinham que a descoberta enfraquece ainda mais o modelo Clóvis, explicação que, durante muitos anos, foi hegemônica para a ocupação humana na América. "Segundo esse modelo, o homem teria entrado no continente pelo Estreito de Bering há 11,2 mil anos", explica Neves. Ele descobriu, em 1998, Luzia, o esqueleto humano mais antigo da América, de uma mulher que viveu há cerca de 11 mil anos no Planalto Central. Foi um golpe no modelo Clóvis. "Não daria tempo para todo o continente ter sido colonizado", aponta o pesquisador.
Outras descobertas também fortaleceram a teoria de uma ocupação mais antiga da América. A presença de diferentes culturas líticas - ou seja, de construção de ferramentas com pedras - em um passado bastante remoto, aliada a uma surpreendente e antiga adaptação às diferentes paisagens do continente, também apontam que o homem chegou à América há mais tempo.
Defensores do modelo Clóvis, no entanto, questionavam a datação de Luzia. Também afirmavam que as diferentes culturas líticas seriam mais bem explicadas por diferenças nas matérias-primas disponíveis que pela presença de uma tecnologia sofisticada no continente há mais de 10 mil anos. Por fim, atribuíam a ocupação dos diversos habitats da América do Sul à natural habilidade humana de adaptação. "Agora, com esse achado, mostramos que já havia uma considerável diversidade simbólica no continente logo no início do Holoceno", afirma Neves. "Algo inverossímil se a ocupação da América tivesse começado há apenas 11,2 mil anos."
Araujo concorda. "Mostramos que a hipótese de uma ocupação mais antiga não se baseia só na datação de um esqueleto ou em evidências isoladas", afirma o arqueólogo. "Todas as evidências descobertas na América do Sul apontam nessa direção." Ele atribui o apego dos pesquisadores dos Estados Unidos ao modelo Clóvis a uma dupla culpa: "Precisamos publicar mais em inglês e eles precisam começar a ler com mais atenção nossos trabalhos".
Neves acredita que o homem chegou ao continente há 14 mil anos. Ele também aposta que a porta de entrada foi o Estreito de Bering. "Não acho razoável propor que os primeiros habitantes vieram por embarcações da Austrália ou da África, bebendo água salgada", aponta o pesquisador.
Os pioneiros no continente não tinham a aparência dos índios atuais - que, na visão de Neves, chegaram depois à América, há 11 mil anos. Eles eram parecidos com os africanos e com os habitantes nativos da Austrália. (O Estado de São Paulo) |
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Gostaria de informar a todos que o processo seletivo do mestrado em arqueologia da UFPE tá aberto novamente. Segue em anexo o Edital.
Por favor, divulguem.
© 2012 Criado por Diogo Costa.


